Proposta Sada Cruzeiro de sustentabilidade dos clubes de vôlei

28/05/2014 at 15:25

Nota da Diretoria do Sada Cruzeiro

Proposta de sustentabilidade do vôlei brasileiro praticado nos clubes que atuam nos torneios nacionais.

A diretoria do Sada Cruzeiro apresenta à Associação de Clubes de Vôlei, ACV, e à CBV pontos para discussão que foram objeto de pesquisa entre dirigentes do vôlei nacional.

 

Clube Formador

Criação da figura do “Clube Formador de atletas”. Atenderá a exigências certificadas pela CBV e ACV, e será habilitado junto a órgãos públicos (como Ministério do Esporte) no seu papel de formador. Terá acesso, assim, à disputa de torneios nacionais e ao recebimento de apoios e subvenções de varias origens para atender ao preparo de atletas.

–  Os clubes se enquadrarão na forma regulamentada como associações esportivas sem fins lucrativos e, como tais, receberão reconhecimento  da CBV/ACV , segundo normas e objetivos comuns.

– Todas as equipes da Superliga deverão ter o reconhecimento de Clube Formador para participar de torneios. Deverão ser observadas cotas de inscrição por faixa etária, garantindo que, na escalação de jogos oficiais, sempre haja ao menos 3 atletas sub 21 e um veterano, com idade acima de 35 anos.

 

Ações de marketing

– Junto ao Ministério do Esporte, será solicitada a criação de  um programa (imediato) de “Incentivo ao Clube de Vôlei formador de Atletas”. Cada clube inscrito na modalidade poderá apresentar  um plano  de trabalho para captar verbas de Incentivo Fiscal de valor variável (com base em plano de trabalho) de R$ 1,2 a 1,6 milhões por ano. O período de vigência deverá ser o mesmo da realização da Superliga.

– CBV e ACV deverão fazer gestão junto ao Banco do Brasil (ou outra empresa) para que ele assuma o papel de patrocinador oficial da Superliga, com um aporte de R$ 8 milhões para a Superliga Masculina, a serem distribuídos entre os clubes na seguinte formula: 36% em cotas de participação e 64% de acordo com o ranqueamento/premiação, adotando-se a proporcionalidade vigente no Mundial de Clubes de Vôlei, ou de outros torneios internacionais que possam servir de parâmetro.

– Para a Superliga B, será solicitada a criação de programa semelhante para as equipes participantes, com autorização de captação de R$ 600 mil para cada clube, mediante apresentação do competente plano de trabalho. Sendo obrigatório, no caso da Liga B, que 50% dos atletas inscritos sejam sub 23.

– Será criado um comitê de comercialização de cada evento para captar direitos comerciais adicionais. Os recursos arrecadados serão distribuídos sempre com critério de proporcionalidade em 36% e de ranqueamento em 64%.

– Haverá o esforço para a introdução de uma segunda rede de televisão (pacote de 44 jogos na primeira fase numa rede e 44 jogos na segunda rede, totalizando 4 jogos por rodada). Aumento de propriedades comerciais de quadra num entendimento com as redes e os patrocinadores, visando a aumentar receitas para os clubes e proporcionar maior visibilidade ao patrocinadores das competições.

– Haverá um trabalho direcionado para contratar empresas de turismo que assumam permuta de propaganda com despesas de viagens.

– A Superliga terá calendário de 7 meses com 1 mês de interrupção e divididos em 3 períodos de 10 dias, sendo um para realização dos torneios Copa do Brasil, Sul Americano e  finais dos campeonatos estaduais, que terão a fase preliminar em época de calendário internacional.

Pagamento ao clube pelo empréstimo de atletas à seleção

– Os clubes que cederem atletas às seleções de base e adulta/profissional serão indenizados pelo patrocinador da seleção em valores compatíveis, em dia/atleta à disposição nos períodos de convocação. Os valores da próxima temporada serão: categoria infanto, R$ 100 por dia; categoria juvenil, R$ 250; categoria sub 23, R$ 600; e na categoria profissional, independente de idade, R$ 2.000 por atleta selecionado. O  período mínimo de remuneração dos clubes mesmo de prazo inferior a 21 dias, corresponderá pelo menos ao valor correspondente.

– A fase playoff se disputará nas quartas e semifinais na melhor de 3 jogos e a final na melhor de 5 jogos, seguindo essa última os critérios da Superliga Italiana.

– Os jogos se darão com redução dos tempos de parada, limitando-os a 30 segundos e apenas um tempo técnico por set, ocorrendo com 12 pontos.

Diretoria Sada Cruzeiro Vôlei

Categoria: Patrocínio